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sábado, 16 de dezembro de 2017

Um dia irá terminar





Sonho alto
Em maré baixa.

Sonho,
Enrolo-me nas ondas do destino,
Na espuma que se esvai...

Sou batido, na areia,
Como despojo,
Pedra rolada,
Areia esmagada...

Volto com a maré
Em novo ciclo.

Vogo, no mar,
Sem olhar o Céu.
Flutuo...
Não vejo o sol que me iluminou,
Moldou sombra,
Secou...

Escorro lágrimas
Salgadas,
Amargas,
Do chorar do mar.

O pavor de ter de ficar
Eternamente a boiar
Na corrente
E ao seu sabor,
Seja como for,
Um dia irá terminar.



SOL da Esteva

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sábado, 9 de dezembro de 2017

Vivendo o Amor



 

Saber-te, de mais gente, requestada,
Gera ciúmes, dores ou desalentos.
Querer-te, como sempre, a desejada,
É a minha visão nos pensamentos.

Dá-me conforto ter-te, minha amada
E ser benquisto, em ti, tal sentimento.
Não pode, nunca mais, ser apagada
Com a memória triste dum momento.

O Juramento que ambos tomamos
Em consciência plena do que somos,
Adornará a terra que pisamos.

Libertos de tormentos e horror
Mantemos com firmeza o que fomos,
Vivendo plenamente o nosso Amor.



SOL da Esteva

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sábado, 2 de dezembro de 2017

Padrão



 

Passeio
Junto ao rio.
Percorro, com olhar vago,
Os vultos que se movem
Como sendo ninguém.

Tento fixar ideias soltas,
Pensamentos cruzados,
Factos passados
Do mundo onde vagueio.

O que passou, não é
E eu já não tenho Fé.

Ofusca-me a luz que irradia
Do sol do meio-dia;
Estranhamente aquece...

Subitamente,
Sombras e escuridão.
A minha Alma desfalece
Como se o tempo parasse

No meu peito fechado.
Já nada voltará a trazer aquela vida!

O momento foi, assim, marcado,
Por um grito de despedida,
Que se tornou um Padrão.



SOL da Esteva


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sábado, 25 de novembro de 2017

Vida pouca

                                       


Percorro caminhos
Na eterna incerteza
Do amanhã.
Busco, sozinho
As forças que me suportam.

O sentir me diz
Que há chegado
O final do caminho.

Mas não desistirei,
Porque quero viver
Dentro de mim,
Sozinho,
No meu erro.

Os dentes cerrarei,
Agigantando o ser
Na conquista da Alma.
Tudo farei
Para suster
O que é menos bom no sofrer.

Vejo a imensidão dos trilhos,

Os meandros
E as formas labirínticas
Envolvendo
E afogando
O delírio que me toma.

De garganta rouca
Grito ao Céu o meu tormento.

... E mais nada lamento,
Que não seja vida pouca.



SOL da Esteva

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sábado, 18 de novembro de 2017

O Dom de ser lenho




Sou árvore sem fruto!
Tive flores, na juventude,
Por única virtude.
Agora, as folhas
Amarelecidas ou secas,
Caem sem cessar,
Acenando despedidas.

Fui planta brava
Em terra boa.

Não fui benquisto
Porque me faltava enxertia;
Não flori na Primavera
E não dei frutos no Verão.
Esperava, um dia,
Poder olhar para trás,
Sabendo que existo
Sem ter sido quimera.

Neste Inverno,
Sinto ramos gelados, de cristal,

Por meu pão.
Faltou-me a plenitude
De planta boa e criadora.

...Por única virtude,
Resta-me o Dom de ser lenho
E aquecer, a toda a hora,
O mais Bem-amado
coração.



SOL da Esteva

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